Intenção de criar novo imposto deve enfrentar dificuldades no Congresso, diz Maia - PORTAL ANGÉLICA - Seu Portal de Notícias

24º min
37º min


Intenção de criar novo imposto deve enfrentar dificuldades no Congresso, diz Maia

Publicado em: 11/09/2019 às 13h11

- ivinoticias

Para Maia, CPMF tem muito pouco apoio entre os que conhecem a questão tributária – Marcelo Camargo/ABr

A intenção do governo de criar um novo imposto nos moldes da extinta CPMF deve enfrentar dificuldades no Congresso, sinalizou nesta terça-feira o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). As informações são do Estadão Conteúdo.

“A CPMF tem muito pouco apoio entre os que conhecem da questão tributária. Não sei se esse é o melhor caminho para resolver o custo da contratação da mão-de-obra. Entendemos qual é a preocupação do governo. O governo Dilma Rousseff fez uma desoneração forte da mão-de-obra e não deu certo. Acabou que brasileiros pagaram a conta. Acho que a intenção está correta, mas não sei se a fórmula é o melhor caminho”, disse Maia.

A criação da contribuição foi anunciada pelo secretário especial adjunto da Receita Federal, Marcelo de Sousa Silva, em um fórum em Brasília e substituiria a tributação sobre a folha de pagamento e o imposto sobre operações financeiras (IOF).

Pela proposta do governo, cada saque ou depósito em dinheiro seria taxado em 0,4%, enquanto pagamentos em cartão de crédito e débito teriam alíquota de 0,2%, tanto para o pagador quanto para o recebedor.

Questionado sobre se a proposta do governo pode ter chance de caminhar na Câmara, Maia pediu calma até que o governo formalize a proposta. “Não vou tratar de um tema difícil e polêmico que tem muita dificuldade de andar nesta Casa sem ela estar no papel”, disse.

Bolsonaro

Durante a campanha e em seus primeiros meses de mandato, Bolsonaro negou repetidas vezes a intenção de recriar a CPMF. “Já falei que não existe CPMF”, disse o presidente em 9 de agosto passado.

Um mês depois, no entanto, recuou e afirmou que aceitaria a volta do imposto, desde que houvesse uma “compensação para as pessoas”.