Corram para as colinas? Afinal, qual risco real de tsunami causado por vulcão atingir praias no Brasil

Cumbre Vieja, na ilha de La Palma, apresenta intensa atividade sísmica desde o dia 11 de setembro

| MIDIAMAX


Foto: Divulgação

O governo da Espanha emitiu, nesta quinta-feira (16), alerta amarelo de risco de erupção do vulcão Cumbre Vieja, localizado na ilha de La Palma, nas Ilhas Canárias, próximo à costa do continente africano.  Desde o dia 11 de setembro, a atividade sísmica está intensa na região e, até o momento, o Instituto Geográfico Nacional (IGN) da Espanha registrou 4.530 terremotos na região. 

O fenômeno reacendeu a discussão de possibilidade de formação de tsunami que poderia atingir a costa brasileira, especialmente no Nordeste. Segundo Marcelo Assumpção, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG/USP), as chances de isso acontecer são baixas e para que um tsunami chegue ao Brasil, a atividade vulcânica teria de ser excepcional para derrubar uma parte da Ilha, provocando um deslizamento gigantesco em direção ao mar.

O professor Anderson Nascimento, coordenador do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, reforçou que a possibilidade do fenômeno ocorrer é muito baixa.

– A atividade vulcânica na região das Canárias é comum e é monitorada. Na região do Atlântico, não existe nenhum sistema alerta de tsunami porque o risco é baixíssimo para isso ocorrer – disse o sismólogo. 

– A probabilidade é muito pequena, até porque, para emitir um alerta de tsunami, é preciso saber qual foi terremoto, que tipo de fenômeno provocou o tsunami, para poder calcular com esse tsunami vai se propagar e, tão importante quanto isso, é saber como essas ondas, de um eventual tsunami, vão chegar às costas dos países. No caso do Brasil, esse risco é muito pequeno.

#TsunamiNoBrasil


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